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quarta-feira, 20 de março de 2013

Preconceito nos olhos de quem vê




Faz tempo que não não sinto vontade de me manisfestar a cerca de assunto nenhum, mas essa semana eu vi tanta polêmica sobre uma imagem publicada nas redes sociais que resolvi expor a minha opinião.
Essa imagem de um trote realizado em uma universidade causou tanta polêmica que valeu até reportagem nos jornais Globais.
A imagem mostra uma caloura acorrentada, pintada de tinta preta e com uma placa dizendo que era a Chica da Silva.
Muitos se manifestaram dizendo ser preconceito racial, blá, blá, blá, blá...
É sabido e provado que todo brasileiro, independente da cor da sua pele, tem em seu DNA o negro, o indígena e o europeu. Então TODOS temos um pezinho em cada uma das raças que formaram a principal etnia do país.
Chica da Silva existiu e foi escrava. Será que nunca foi acorrentada?
Para mim, é só o que a imagem representou.
Vejo muito mais preconceito e racismo em alguns programas humorísticos que mostram personagens em seu cotidiano, como se fosse uma característica geral de uma estrutura social.
Vejo novelas em que as classes menos favorecidas são mostradas fazendo churrasco na laje e tomando cachaça a rodo!
Toda piada tem um fundo discriminatório. Então vamos parar de fazer piadas!
Muitos riem quando alguém leva um tombo, mas uma queda não tem graça nenhuma para quem cai.
Eu vi muitas afirmações na Internet do tipo: "Eu não sou descendente de negro escravizado, sou descendente de pessoas que foram escravizadas."
Está certo que os trotes de faculdades já foram muito além de uma mera diversão e deveria ser moderado. Mas ao invés de proibir, deveria-se criar limites para eles, pois de certa forma são um rito de passagem. E sabe o que acontece com seres humanos que não vencem esses ritos?
Tornam-se pessoas que não tem garra ou força de vontade para vencer nenhum obstáculos e acabam se tornando pessoas tristes, mal sucedidas.
Pior. Se classificarmos TUDO como bullying, assédio, racismo, preconceito, as pessoas farão mais e mais coisas escondidas. Teremos uma sociedade pervertida, cometendo crimes e mais crimes as escondidas.
Eu, particularmente, olhei para a imagem e senti o constrangimento da pessoa - que não dá para saber se é homem ou mulher - e pensei: "ridículo".
Não achei graça, não me senti ofendida, não achei que foi uma forma de racismo. Achei sim que foi uma forma de expor a pessoa a uma posição vexatória - como na maioria dos trotes.
Mas se pintasse a pessoa de verde e colocasse uma placa: ET de Varginha; tinha causado tanta polêmica?
Mas não teria sido tão vexatório quanto?
Então vamos parar de pensar que tudo é racismo.
Vamos parar de impor a uma sociedade uma visão de inferioridade racial. 
Quem se sentiu ofendido e humilhado é mais racista que o menino que acorrentou o colega.
Quem faz esse alarde todo é porque se sente inferior e transforma esse sentimento em ira contra qualquer um que venha algo que saia das suas regras de conduta para com os inferiores - não estou dizendo que há raça inferior, apenas que existem pessoas que se sentem tão subjugados pela sociedade que se classificam assim.
Lembro que até o Tiririca foi acusado de racismo, certa vez. 
Podem me criticar, mas quando me perguntam minha etnia, gostaria de ter a opção de marcar "brasilidade", pois cada um de nós não representa apenas uma, mas todas as raças que estiveram na formação desse imenso país.





sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Lixo







A questão do lixo deixou de ser problema político-ambiental e já se tornou um problema social.
Em nosso país, não observamos uma cultura de reciclagem ou reaproveitamento de alimentos.
Algumas iniciativas privadas tentam mobilizar a população para a questão, entretanto ainda são muito tímidas para serem consideradas efetivas.
Moramos em um país de dimensões continental e, talvez por isso, ainda não sentimos o impacto desse problema, mas a explosão demográfica fará com que em breve tenhamos que tomar atitudes enérgicas sobre o assunto.
Recentemente na Comunidade do Bumba tivemos uma demonstração de como a união entre a falta de políticas ambientais, explosão demográfica unidas com a política eleitoreira e a falta de uma política social podem causar sérios danos à sociedade e ao meio ambiente.
Esse é um tema que pode ser abordado sob diversos prismas e um deles é o desperdício.
Segundo a ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), cada brasileiro produz 378 quilos de lixo por ano!
O consumo consciente não é uma prática adotada pela grande maioria das pessoas no Brasil.
Basta uma breve visita ao CEASA para perceber que o descuido no manuseio dos alimentos causa um enorme desperdício. Em poucos minutos de funcionamento o chão fica repleto de alimentos que, se manuseados de forma correta e consciente, poderiam estar abastecendo casas e estabelecimentos comerciais.
Segundo pesquisa do Centro de Agroindústria de Alimentos da Embrapa, 30% de todo o desperdício de comida no país ocorre  nos Centros de Abastecimentos – CEASA.
A produção de meses pode se tornar lixo em apenas um dia de trabalho e poderia alimentar centenas de famílias.
O banco de alimentos do CEASA-RJ é central de arrecadação, processamento e distribuição de alimentos que não estão em condições ideais de comercialização, mas que estão em perfeitas condições para consumo. Entretanto, a solução está longe de ser a ideal, pois em uma central das proporções do CEASA-RJ, apenas 80 instituições estão cadastradas.
Basta ficar minutos caminhando pelo local para perceber que o descaso com o manuseio dos alimentos é cultural. Já virou hábito limpar os produtos e jogar fora a parte estragada ou amassada, como se o custo da produção do alimento fosse zero!
Quando nada atrapalha o andamento da cadeia de suprimentos, não se sente a proporção desse desperdício e tudo que “não está próprio para a comercialização” vira lixo.
E para onde vai o que não é aproveitado nessas centrais de abastecimento?
Atualmente todo o resíduo produzido vai para aterros sanitários ou lixões.
Imaginem 80 toneladas de resíduos sólidos sendo despejado diariamente em um aterro sanitário...
Estudos mostram que parte do resíduo pode ser transformado em energia e parte pode virar adubo, mas é muito estudo para pouca vontade política, afinal, todos os dias “sobram” 80 toneladas para serem desperdiçadas enquanto centenas de famílias passam fome em nosso estado.
O lixo da maneira que é processado hoje se transforma em um grande custo social, pois além do desperdício residual, temos o desperdício da área necessária para o “despejo” desse material.
O que ocorre nas dependências do CEASA é apenas uma versão ampliada do que ocorre nas residências ao longo dos dias, pois segundo pesquisas, uma pessoa produz em média um quilo de lixo por dia.
Imaginem que a coleta de lixo fosse suspensa. Em apenas um mês o lixo produzido em uma casa com três pessoas seria desesperador.
Também pouco adianta fazer a separação do material orgânico e inorgânico se não há coleta seletiva e tudo acaba “misturado” no caminhão compactador. Todo material que é lavado e separado acaba ficando contaminado, pois entra em contato com os demais materiais recolhidos.
Então a solução é a diminuição dos resíduos orgânicos.
Muita gente não sabe, mas todo material orgânico pode virar adubo, seja batendo as cascas de legumes e frutas no liquidificador ou colocando os resíduos nos canteiros e jardins – cavando-se uma vala e cobrindo com a terra que foi retirada.
Os resíduos também podem ser colocados numa garrafa pet com areia, alternando a colocação de resíduos e areia, até chegar ao topo. Tampa-se a garrafa e depois de 2 meses tem-se terra adubada para vasos de plantas.
Só essa medida já diminuiria em 50% de todo lixo produzido.
Muita gente não sabe, mas, um simples algodão usado para limpar as unhas com acetona, não deveria ser descartado no lixo comum, pois comprometeria tudo que estiver dentro dele.
Outra medida muito simples é entrar em contato com ONGs que fazem a coleta seletiva para que as mesmas coloquem latas de reciclagem em seu condomínio ou que fazem coletas nas ruas.
Quanto mais pessoas tomarem essas medidas, mais o meio ambiente agradece.


                                                      

terça-feira, 5 de abril de 2011

Vai Passar - Chico Buarque



Vai passar
Nessa avenida um samba
popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram
sambas imortais
Que aqui sangraram pelos
nossos pés
Que aqui sambaram
nossos ancestrais

Num tempo
Página infeliz da nossa
história
Passagem desbotada na
memória
Das nossas novas
gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão
distraída
Sem perceber que era
subtraída
Em tenebrosas
transações

Seus filhos
Erravam cegos pelo
continente
Levavam pedras feito
penitentes
Erguendo estranhas
catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma
alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar)

Palmas pra ala dos
barões famintos
O bloco dos napoleões
retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma
cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório
geral vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório
geral
Vai passar


http://www.vagalume.com.br/chico-buarque/vai-passar.html#ixzz1IeZl4Bt3





Vai passar não, está passando o trem da alegria dos tempos modernos!
Todos que lutaram contra a corrupção são os corruptos de hoje!
Quero sair da Matrix!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Lixo: O que fazer?


Era uma vez um terreno abandonado onde a prefeitura resolveu despejar o seu lixo.
Caminhões chegavam a toda hora e toneladas de lixo eram despejados.
As pessoas que não tinham o que fazer com seu entulho, sabendo do lixão, resolveram despejar sofás, restos  de obras, de animais e etc...
Como não havia na época um controle muito rígido do lixo tóxico, não duvido nada que algumas clínicas irresponsavelmente, também despejasse seu lixo lá.
Não demoraria muito para o terreno baldio desaparecer, dando lugar a uma enorme pilha de lixo.
Lógico que o lixo atraiu gente que dali tirava o seu sustento, muitas vezes literalmente.
Mas a pilha não parava de crescer e virou um morro.
A situação estava mesmo insustentável e, com a expansão da Região Oceânica de Niterói e seus moradores usando uma estrada alternativa que passava pelo local, a prefeitura resolveu, enfim, colocar uma pá de cal no assunto, ou jogar um bocado de terra em cima, o que dá no mesmo.
Um terreno vazio, nenhuma placa, nenhuma cerca, um monte de gente desempregada e morando em áreas bem piores... 
Começou com um barraquinho aqui, outro ali. Depois vieram as famílias, os puxadinhos...
Estava formada a favelinha!
Mas vocês se lembram quando eu falei que a área era próxima a Região Oceânica e que moradores usavam a estrada como alternativa para fugir dos engarrafamentos?
Antes que alguém diga que estou falando alguma besteira vai ai um mapinha.









Surge uma nova historinha:
Era uma vez uma favelinha que se formou numa região onde a prefeitura sabia que não poderia ser habitada por mais 30 anos, mas como a prefeitura não cercou e não colocou sequer uma placa, decidiu que, ao invés de alocar a população em um lugar seguro, resolveu urbanizar o local e cobrar IPTU.
Afinal, o lixão já estava desativado desde o final da década de 80 e se nada aconteceu até então, possivelmente não haveria mais risco.
Todos ficaram felizes: A companhia de água e esgotos, a companhia de luz, os moradores e, para não dizer a prefeitura.
Mas a natureza resolveu se revoltar, afinal foram décadas de lixo despejados naquelas terras, depois vieram os homens e suas famílias e agora asfalto e tubulações de água e esgoto!
Com as chuvas de  8 de março de 2010, tudo foi a baixo: os homens e suas famílias, a urbanização, as construções e, por fim o lixo!
Agora tem um monte de famílias desfeitas, outro tanto de sobreviventes e "quem é que vai pagar por isso?"









segunda-feira, 14 de março de 2011

Apoiando a campanha do blogger Casa Azul da Literatura



EU APOIO ESTA TROCA:
TROQUE 01 PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES

O salário de 344 professores que ensinam = ao de 1 parlamentar que rouba



Texto original em: http://casaazuldaliteratura.blogspot.com/





Imagem: Google

sábado, 27 de novembro de 2010

Onde está o governador?




O Rio de Janeiro está vivendo uma verdadeira guerra contra o tráfico e o povo pergunta:
- Onde está o governador Sérgio Cabral e suas declarações polêmicas?

Enquanto há o caos...



Ontem a tarde, após o exército ter sido "convocado" para atuar nas ruas do Rio de Janeiro, comecei a ouvir pessoas dizendo que isso era anticonstitucional.
Lógico que as pessoas que falaram essa atrocidade, não mora nem perto de uma área de risco, pois o que eu vi foi o exército ser aplaudido na sua chegada ao Complexo do Morro do Alemão.
Para quem não sabe, eu morei no Rocha, bairro que ficava entre a comunidade do Jacarezinho e a Mangueira. Não era comunidade, mas não podíamos nem sair de casa com tranquilidade. Para quem não sabe onde fica o Rocha, só para lembrar foi onde atiraram no Cantor Marcelo Yuka e, onde recentemente mataram o médico Willian da Silva Castro Alves.
Para entender melhor, morei 4 anos no local e vi duas pessoas serem baleadas e mortas na minha porta - uma levou um tiro na cabeça e tive que ligar uma mangueira para lavar os miolos dela que estava espalhados na porta da minha garagem - tive minha casa arrombada e assaltada diversas vezes e o baile funk, contrariando todas as leis de silencio, estremeciam as janelas da casa até as tantas.
Nessa Rua Itararé, onde está acontecendo o confronto, nós tínhamos um casal de amigos que morava lá e que nos convidou, certa vez, para passarmos as festividades de Ano Novo e posso afirmar que "passei de ano" deitada no chão abraçada ao meu filho que era apenas um bebê porque os traficantes comemoravam atirando para o alto, com armamento pesado, inclusive balas traçantes.
Esses fatos já aconteciam há 15 anos atrás, quando resolvi me mudar para longe da violência.
Gostaria de lembrar a essas pessoas que gostam de criticar e de lembrar que existem os direitos humanos e que podem estar se revoltando com a prisão das esposas e advogados dos traficantes que, direitos humanos devem ser usados para seres humanos, o que, logicamente esses indivíduos não são.
Se morrem mais pessoas nas ruas do Rio de Janeiro do que no Iraque, por que o exército não pode agir?
Fui justamente esse pensamento que deu força para que criassem as milícias.








Vamos dar um basta nessa gente que se aproveita desse tipo de coisa para se promover. Os moradores do Rio de Janeiro já conhecem bem essa história: O sujeito aparece na mídia, critica todos os atos do poder público, montam uma ONG, depois viram deputados estaduais ou federais.
Não podemos mais olhar o traficante como fruto da desigualdade social.
Hoje o traficante usa táticas de guerrilhas, sua família vive em condomínios de luxo.
Outra coisa que gostaria de frisar é que esses homens do exército que estão ocupando as ruas do Rio de Janeiro estiveram em ações no Haiti, não são recrutas inexperientes. 
Se os nossos homens são amados nesse país, por que não pode lutar em uma guerra em seu próprio país?
Essa imagem romântica de traficante com consciência social só existe na ficção!
Uma criança de 9 anos está hospitalizada por se negar leva coquetéis molovs.
Uma outra criança foi apreendida com trinta mil dólares.
Ninguém quer essa guerra, tanto que os policiais firam a proposta para que os traficantes, descessem o Morro do Alemão de cuecas e se entregassem, mas isso não aconteceu até o momento.










Queria aproveitar esse momento para parabenizar os policiais, os homens da marinha e do exército que estão agindo nessa primorosa e urgente ação no Rio de Janeiro. 
Homens, que, apesar dos baixos salários e das precárias condições de trabalho, continuam resistindo bravamente.



domingo, 31 de outubro de 2010

Viva o povo brasileiro




Não posso dizer que a vitória esmagadora da candidata Dilma tenha me causado alguma surpresa, mas confesso que ainda tinha alguma esperança em ver o país livre do governo petista.
Eu hoje saí lá pela hora do almoço para exercer, obrigada, o meu direito de votar, pois não estava me sentindo muito bem e preferia passar o domingo deitada, mas...
Pensava em votar nulo, já que a minha candidata não passou para o segundo turno, mas o discurso inflamado de um vizinho petista, me fez mudar de idéia e votar no Serra.
Realmente imaginei que se todos os indecisos fizessem isso, o país poderia se livrar da praga da corrupção que fez morada em nosso território.
Infelizmente, o número de cigarras superou o número de formigas.
Não que eu acreditasse que o Serra fosse muito melhor para o nosso país, se acreditasse teria votado nele no primeiro turno, mas somos obrigados a votar e, sem opção, resolvi votar no menos pior para o momento.
Parafraseando o Lobo da Estepe: "O Brasil que sustenta o bolsa família votou Serra".
Em 8 anos de governo petista só vi o meu dinheiro escorrer pelo ralo. 
Ah! Mas o Brasil pagou a dívida externa!
Sim pagou, mas a que preço?
Não temos um sistema de saúde que funcione a contento, faltam 6 mil professores só no estado do Rio de Janeiro, segurança virou piada há muito tempo, sistema de água e esgoto só funciona na hora da cobrança mensal e, para ninguém comentar o assunto, cria-se a "Lei de Imprensa" que nada mais é do que a volta da censura.
Plac, plac, plac!
Parabéns ao governo Lula, pois a venda já foi colocada aos olhos, só falta o tiro de misericórdia.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Quero o meu direito



Na sexta-feira passada, saí da "província" de Guaratiba e fui para Itaipú buscar minha mãe para passar o feriado em minha casa.
Para quem mora no Rio de Janeiro e conhece, Guaratiba fica depois de Campo Grande, na Zona Oeste e só tem uma linha de ônibus que vai ao centro da cidade o 381.




É uma linha que a empresa diz que passa de 20 em 20 minutos, mas quem espera no ponto, sabe que esperar menos de 40 minutos é brincadeira ou sorte, por isso, sempre espero os 20 minutos da empresa, depois vou até Campo Grande e pego o trem, porque é mais rápido. Porém, na sexta-feira, de certa forma, dei sorte.
Pegar o 381 na sexta-feira, por si só já é um inferno, pois o que tem de pai pegando o filho para passar o final de semana é uma grandeza. E pai não sabe controlar 1 filho, quanto mais 2 ou 3..., mas nesse dia ainda foi pior, pois estávamos nas vésperas de um feriado.
Para me distrair, resolvi meter a cara na janela, toda encolhida no vidro, pois o motorista dessa linha é parente direto dos esquimós e adora um ar refrigerado, e fiquei olhando para a linda paisagem da Avenida Brasil.
Esse outdoor do pastor Malfafaia estava por toda a avenida - eu contei 57, dizem que são 600 ao todo.
E fiquei pensando: todas as pessoas que sabem ler, acabam lendo automaticamente.
Passei a reparar em cada mensagem religiosa que encontrava e chegue à conclusão que é impossível não louvar a deus, mesmo que inconscientemente e mesmo que você seja ateu.
Logo na frente do ônibus o motorista colocou: "Agradeço a Deus por mais um dia".
Todos que sabem ler, acabam agradecendo também!
Li salmos em sacolões, sem sequer saber que existiam.
Algumas pixações que falavam que apenas deus expulsa o demônio.
Um "esperto" imitou a letra do "Gentileza" e escreveu, em preto, salmos da bíblia, aproveitando a curiosidade daqueles que lêem "os escritos" do poeta urbano.
Sem comentar, "arquiva, abafa", os adesivos dos carros que falam que "foi deus que deu", "que deus é maravilhoso", etc....
Eu, que sempre questionei a existência desse deus, acabo louvando, agradecendo, dizendo mentalmente salmos...
Ouço tanto em falar de sinais demoníacos e de mensagens subliminares presentes em nosso dia que fico pensando quem realmente quer dominar o mundo.
Veja bem, todos os dias, faça chuva ou sol, tem um senhor que fica no alto da passarela de Campo Grande gritando que devemos nos arrepender, pois Jesus Cristo está chegando e só os que a ele se juntarem se salvarão.
Isso para mim soa como uma ameaça: Ou eu faço lavagem cerebral e me converto, concordando com todos os absurdos ditos por eles ou vou para o inferno.
Não que eu tenha medo, mas se inferno fosse um lugar muito bom não tinha esse nome.
Para todos os lugares que a gente olha tem algo para agradecer, para afirmar a existência de Cristo ou salmos a serem repetidos.
Tem horas que eu realmente preferia ser analfabeta, pois garantiria o meu direito de não crer.
Dias desses estava vendo o novo secretário de urbanismo falando que haverá um novo projeto para a cidade que afirmou que em seu novo projeto irá rever a construção de novos templos, pois parte do princípio que as pessoas que morarão em torno desses templos podem não pertencer a elas e podem se sentir coagidos.
Onde moro, dois centros espíritas fecharam porque foram destruídos por fiéis de uma igreja, seita, seja lá o que for.
Minha avó costumava dizer que não importava a sua religião, desde que deus fosse o seu objetivo, mas parece que hoje em dia essa lei não faz mais muito efeito.
Vejam o que aconteceu com o cantor evangélico Regis Danese: Lançou uma música que fez sucesso em todos os ritmos e agora o chamam de precursor do próprio capeta!!!
Esse pastor Malafaia, para mim, está fazendo uma campanha homofóbica e deveria ser processado!




Esse não parece o primeiro outdoor do pastor que causa polêmica.
Este que aparece acima foi o primeiro a causar confusão.
Tudo bem que a figura de Malafaia não é levada à sério por qualquer pessoa que tenha o mínimo de pensamento crítico, mas o que me leva a um novo temor: Quantas pessoas, hoje, no Brasil, ainda tem esse tipo de discernimento? 



Fala-se muito em diversidade religiosa e eu me lembro da frase de Henry Ford: "Você pode escolher a cor do seu Ford, desde que seja preta". Mais ou menos isso estão fazendo com a população brasileira: "Você pode escolher a sua religião, desde que seja evangélica para eu possa ter chamar de irmão."
É isso que está na bíblia deles?
Propagar o ódio para aqueles que não aceitam?
Nos obrigar a agradecer e sermos evangelizados com suas frase que nos bombardeiam mais vezes que uma metralhadora?
Se você não acredita, faça como eu: leia apenas o que achar extremamente necessário, pois vai está propagando um fé em que não acredita.


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Por favor, não me abençoe




Apesar de todos os meus pedidos para que não recebesse mais recados de cunho religioso no Orkut, as pessoas parecem ter ignorado ou até mesmo não prestado muita atenção e continuam a enviar massiçamente bênçãos e orações!
Acho isso uma total falta de respeito, pois eu não mando mensagens ateístas para ninguém.
De primeiro, era só dispensar o evangélico que batia em sua porta, com toda educação do mundo, pois ser ateu não significa ser mal educado. Hoje, com todo esse mundo virtual, “eles” nos invadem na cara dura mesmo.
Você tem a sua religião. Ótimo para você.
Sempre ouvi dizer que quando uma pessoa fala o tempo todo de sua religião é porque ela mesma não tem muita convicção dela.
As pessoas estão mudando seus nomes para “grande abençoado”, “escolhido por deus”, “filho do altíssimo”...
Acho isso a coisa mais ridícula desse mundo, pois eu sou atéia e não preciso ficar afirmando isso o tempo todo para ser convicta.
Não quero ser abençoada!
Ao invés de me enviar bênçãos, mandem a minha parte em dinheiro ou em chocolates, pois tem mais serventia para mim.
Aos que não gostaram desse meu desabafo, aviso que todos os dias também recebo milhares de bênçãos que também não gosto e simplesmente deleto ou ignoro.
Nem adianta virem com comentários tentando me provar a maravilha de ser cristão, pois me negarei a publicar seu comentário.
Também de nada vai adiantar me xingar ou  falar mal de mim, pois sou tão auto suficiente que a sua idéia sobre mim não vai me fazer cometer suicídio.





sábado, 4 de setembro de 2010

Os Tempos mudaram







Eu estava lendo um texto de uma amiga professora em seu blogger e discordei totalmente de sua atitude.

Para quem quiser ler o texto na íntegra:


Concordo plenamente que o professor deveria ser soberano em sala de aula, mas tenho visto muitos casos de professores que tomaram as mesmas atitude que ela tomou e depois os pais "se juntaram" e mandaram o professor para o hospital!!!
O Rio de Janeiro está mesmo um perigo!
A gente não sabe mais quem é o nosso inimigo.
É um mundo sem governo, sem educação e sem controle.
Falo da situação do meu estado e do meu país porque é o que conheço melhor, porém, procurando vídeos no You Tube para postar, me deparei com situação parecida em países como Portugal e Espanha.
E não são apenas os professores que correm risco, todos dentro de uma escola ou que com ela estejam envolvidos.










No RJ o prefeito criou o "Ônibus da Liberdade". Ônibus que levam crianças e pais aos colégios de graça.
Os pais devem estar munidos de carteirinha que é providenciada pela escola, porém, alguns insistem em trafegar sem a mesma. 
Certa vez, a monitora de um ônibus impediu uma mãe de trafegar no ônibus sem a carteira e, ao retornar, a mesma a esperava com a carteirinha e o marido que retirou a monitora de dentro do ônibus e a espancou.
Sem contar o professor que dá aulas em área de risco onde os tiroteios são freqüentes.
Eu mesma fui chamada para dar aulas em um colégio que, quando fui conhecer, estava fechado por conta de um tiroteio.
Lógico que nunca mais voltei!

Não estou passando fome para me sujeitar a tal coisa.
O salário é baixo.
Matérias como física, química, biologia e, até mesmo matemática, estão ficando sem professores, pois outras atividades pagam mais.
Os alunos estão tendo aulas com estagiários ou professores de outras áreas.
A rede pública é a mais prejudicada, mas a rede particular já está "apelando" também.
Trabalhar em banco, atendente de loja ou mesmo caixa em mercado é mais digno do que ser professor.
Conversando com um amigo, também professor, ouvi a curiosa história “das suas velhinhas” que certo dia serviam chá para o “chefe da boca”.
O professor trabalha e mora em área de risco.
Ele me contava, ironicamente, que só não o convidou para entrar porque não admitia armas dentro de sua casa e a que o sujeito portava era quase do tamanho da porta!






Algumas vezes vejo “apresentações” nos colégios onde as criancinhas dançam o “Créu”!
Está certo que o professor não pode se afastar muito da realidade dos alunos, mas isso é ridículo!
O professor tem que somar, ensinar.
Lembro de músicas antigas sendo ensinadas pelos meus professores.
Músicas como “Ronda”, “João e Maria”, “Felicidade”, entre outras.
Hoje, não é o professor quem decide e sim o aluno e quem não concordar, apanha!
Bastam ver esse último vídeo!



















quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Que país é esse?





É realmente uma boa estratégia colocar o horário eleitoral na hora do almoço e da janta, pois dá na gente aquele ânimo, nem que seja por um segundo, pois onde cada um dos partidos governou conseguiu mudar a vida de tanta gente que dá até vontade de chorar.
Sem contar que o nome, ou apelidos, de alguns candidatos são um verdadeiro escárnio!
Hoje vi uma vestida de “Branca de Neve” e comendo uma maçã!
O país dos “palhaços” a gente conhece bem, mas esse país onde tudo funciona, bem, esse eu estou esperando para conhecer.
Parece um absurdo falar que se inaugura uma UPA  (a rede de saúde que ainda te dá um abraço) numa sexta-feira e, na segunda não tem mais nenhum médico, mas, “meninos, eu vi”.
Eles falam dos hospitais como se tivéssemos o “Rocha Faria D’Or” o “Souza Aguiar D’Or”...
E os restaurantes populares? Nossa! Como falar mal dos “Rosinhas Grill”?
Se a rede pública de saúde é tão boa quanto “eles” dizem, por que quando algum “deles” fica doente vai para uma clínica particular?
Para não tirar a vaga de quem realmente necessita?
Com certeza essa será a resposta de algum demagogo se for indagado.
Cada vez que eu vejo uma entrevista com um candidato à presidência me divirto mais.
Um não sabe nem as funções do presidente, pois senão não diria que “Ele” era o Banco Central, o outro baseia a sua campanha em vasculhar as contas bancárias do outro e o terceiro diz que lava as mãos nessa sujeira toda.
O certo é que no dia da eleição eu vou ter que enfrentar uma fila do cão para votar nulo, pois essa é, sem dúvida a melhor opção.
Eu gostava mais da cédula de papel, pois além de votar nulo, a gente ainda podia escrever “umas gracinhas”.
Agora a coisa se tornou tão impessoal que eu até votaria, se acreditasse que a coisa é realmente séria. Porém, como sabemos que não é, prepare a pipoca que o canal de humor negro está aberto para todos e divirtam-se. 
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