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quarta-feira, 6 de abril de 2011



O brilho da noite ofusca mentes,
Trazendo à tona segredos da solidão.
A dor do vazio da alma enlouquece,
Deixando na boca o gosto do segredo.
As horas passam, o sono não chega,
Apenas o vazio no peito dói cada vez mais alto.
Fechar a janela, puxar as cortinas,
Nada adianta quando as palavras giram tontas no ar.
Amanhece, o dia insiste em nascer.
A mente suspira por não estar mais só,
E adormece protegida pela luz.









Imagem: Google
Vídeo: "Sempre não é todo dia" - Oswaldo Montenegro - You Tube

sábado, 19 de março de 2011

Nuvem Negra






A chuva cai lá fora.
O dia acabou e eu continuo assim:
Sozinha.
Eu juro que tentei,
Mas agora acabou.
Eu juro que tentei,
Mas você não me ouviu.
Eu sempre estive aqui
Mas você não me viu,
Você não me viu.
Recolho os restos de mim pela casa
E coloco sobre a cama vazia.

A chuva cai lá fora
E eu estou assim:
Febril.
Doente por ter errado tanto,
Mas agora o fim chegou.
Não adianta me procurar
Porque eu sempre estive aqui.


Imagem: Google

sábado, 5 de março de 2011

Castelo de Cartas





Um dia você parou de olhar para mim,
Noutro, deixei de me enxergar.
Os sonhos se transformaram em nada
E meus dias, mais tristes.

Um dia o brilho saiu de seu olhar,
Noutro, o meu não reluziu.
O caminho se tornou mais escuro
Sem sua luz a me guiar.

Um dia eu cansei de esperar,
Noutro, minha falta se fez sentir.
O teu olhar buscou o meu,
Mas o meu, cansou de esperar.




Imagem: Google

Mágoa Velada




Não sorria mais para mim
Seu sorriso não me afeta mais
Não faz mais meu coração disparar,
Não me ilude
E só você não percebe mais.

Cansei de suas evasivas
E tomei como uma diretriz
E eu fui embora.

Agora é tarde para perceber
O quanto me queria,
E agora eu já estou fora
Do seu mundo,
Do nosso sonho.

Não me procures mais
Eu não te pertenço mais
Não estou mais à sua disposição
Não é e nunca foi o meu dono
E só você não quer acreditar.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Caminho da solidão





O tempo se perdeu na fumaça densa do cigarro,
Das portas trancadas,
Das pernas entrelaçadas de amores impossíveis.
No tiquetaquear do relógio perdemos o tempo.
Dias, horas meses passam
E os corpos largados parecem mortos.

Eram dois corpos perdidos entre garrafas vazias
Sentimentos perdidos.
Amor e ódio envolviam o tempo que não parava de passar
Eram apenas duas crianças, cujo tempo passou,
Dias se tornaram meses e meses, anos.
E tudo que restou foi a lembrança do que passou.

Insensatez




Para que me tocar,
Se não podemos mais conversar.
Se o seu olhar se perdeu do meu,
Se o carinho que me tinhas
Transformou-se em breu.
Se o seu coração não bate mais pelo meu.
Se o meu coração insiste em procurar o seu.
O meu corpo, em total insensatez, procura o seu
Que não mais reage a meu toque.
Eu continuo aqui, te olhando
Te amando, esperando.
Eu você não me sente, ignora.
Sorri com descaso, desconfiado.

A noite abranda minha alma,
Vou estar em seus pensamentos?
Em meus sonhos vejo meu herói,
Meu desejo, meu espelho.
O amanhecer trás a rotina,
O descaso, a turbulência.
Mas eu continuo aqui,
Esperando.
Até quando?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Vida





Os peões se posicionam para mais uma batalha.
Os guerreiros da luz e das trevas já esperam pelo embate.
A dama já posicionou ao para proteger seu protetor.
Com as bênçãos da igreja e a proteção das torres tentam manterem-se juntos e intactos.
Um a um os peões caem levando com eles a resistência dos jogadores.
Agora não há mais como não entrar no jogo, parte em socorro a igreja.
Se algo tem que ser sacrificado, que seja a religião, pensa um, enquanto o outro prefere perder a força de se cavalo.
Fé perdida, agressões verbais, tudo está em jogo.
O rei se movimenta atônito, tentando evitar o pior, enquanto a sua dama ataca em todas as posições.
Uma rainha ataca, outra defende.
Um cavalo passeia em L, enquanto o outro deita-se em embate perdido.
Um move uma peça, o outro pensa, absorve joga.
Há o embate, há o desgaste em um jogo em que todos perdem, nenhum é o vencedor, apenas a dor ocupa o espaço das casas peças abatidas, dos sentimentos perdidos.
Mais um movimento e xeque...
... Mate.
Uma sensação de alívio pelo fim de mais uma batalha, mas o sentimento de perda envolve os dois jogadores.
Não há vencido ou vencedor, apenas dois seres que insistem em jogar, quando na verdade gostariam mesmo é de amar.


Gravura by Antonio Martins

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Insônia




A noite me desperta,
Acalma-me.
Trás para mim a verdade da alma.
A luz do dia me cega,
Deixa-me febril.
Os dias vão se arrastando
E as noites ficam mais longas.
A cabeça dói,
A vista pesa,
Mas a solução não chega.
O dia amanhece e com ele,
... problemas.
Melhor seria estar na escuridão da noite,
Onde quase tudo é mágico,
Onde quase tudo se revela.
As máscaras caem diante de seu breu.

A noite revela,
Protege,
Abriga corpos cansados de pensar.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Amar: verbo intrasitivo?





Algumas vezes basta um olhar,
Outras vezes um sorriso.
Algumas vezes não dá para fugir,
Em outras, não queremos.
Mas o que nos impulsiona?
O que nos faz imãs de pessoas que nos repelem?
Mas o que importa?
Se na verdade o que importa é a conquista,
O desejo de se sentir vivo outra vez!

Algumas vezes basta sonhar,
Outras, basta sentir.
Algumas vezes queremos apenas estar,
Em outras nem isso.
Basta saber que ainda somos,
Que ainda sentimos.
O que importa se não é possível?
O que importa se não se concretizará?
Basta apenas voltar a sonhar,
Basta apenas voltar a sorrir.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Tristeza





Se escolher eu pudesse,
Não mais respirava.
Para não ver mais sua cara de deboche.
Se pudesse escolher,
Pararia esse velho coração.
Para não ver a sua satisfação em fazê-lo doer.

Pararia o tempo,
No exato momento
Em que “engoli” o choro pela primeira vez.
Prestar a atenção eu iria,
Na face que ria
Da minha eterna solidão.

E por um momento eu penso
Estar pagando um preço
Por amar a quem não tem coração.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Suplicas de uma ilusão




Em súplicas de amor eterno dormi;
Despertando envolta em sedas e diamantes falsos,
Cujas promessas o brilho não mantiveram.
Sonhos que não se concretizaram,
Esperanças que se perderam
Na falsa ilusão de que tudo vai se ajeitar.
Apenas o pó das lembranças não se perdeu no tempo.
E entre decorações de azul em branco
O desejo se perdeu...
Ensina-me a salvar o que se quer salvo,
Traga-me a luz de volta aos meus olhos,
Diga-me que nem tudo foi em vão
E faça bater, de novo, meu coração.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Amor







Dizer que não te amo,
Mentira.
Desejar que te ame com antes,
Impossível.
Esperar que eu esqueça o passado,
Ilusão.
Com os tijolos do passado
Construí meu presente,
Destruí meu futuro.
Dos arrependimentos joguei fora as lamúrias,
Chamei para mim os defeitos,
Deixei a vida passar...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Em pedaços




Todas as noites me recolho
Em pedaços,
Pequenos pedaços espalhados
Pelos cantos.
Na escuridão me recomponho e
Amanheço.
Para novamente me repartir
Aos milhares.
Cada dia, ano após ano
Me desfaço.
Me reinicio e continuo
A me recriar.
Cada vez que me recrio perco um pedaço
Da minha alma.
Que se perde escondida na escuridão
Da noite.
A cada dia amanheço
Diferente.
E a cada pedaço que falta
Me faz falta.
E todos os dias me torno
Mais mecânica.
Menos humana, menos sensível e
Em pedaços.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Estrela Guia



Brilha no céu,
Inalcançável.
Em cores intensas o dia se fez noite,
A noite se fez dia.
E em dias de noites e
Noites de dia
Encontros furtivos fizeram-se,
Até que o brilho se perdeu
No romper da aurora.
E o dia se fez noite,
A noite se fez dia.
O olhar insano das horas vazias
Tornaram-se vagos,
Tristes,
Sem brilho.
A estrela que guiava meus dias se apagou
E com ela o brilho dos olhos,
Do sorriso,
Da alma.
Ainda espero beber o néctar da vida
No brilho de seu olhar,
Em seu sangue amargo
Que escorre em minhas mãos!
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