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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ser ou não Ateu



Essa semana fui convidada por uma pessoa que gosto muito para participar de uma mesa de debates sobre religião. De início pensei que isso seria algo muito desgastante, uma vez que tenho frequentado diariamente o Facebook e esse é um local onde as "fogueiras das vaidades" se afloram a cada 1/2 segundo e tudo vira motivo para ofensas e brigas intermináveis!
O motivo dessa pessoa ter me convidado para esse debate foi orque eu sou a única pessoa que ela conhece que se declara claramente ateia e, como falta um na mesa, se lembrou de mim.
Quando digo declaradamente é porque muitas pessoas se declaram católicas porque foram batizadas por seus pais ainda bebês e fizeram a primeira comunhão no colégio quando crianças e casaram em uma igreja para fazer uma bela cerimônia para guardar de recordação, mas nunca, digo nunca, frequentam uma missa sequer. Aliás, difícil é conhecer alguém que realmente faça isso.
Eu posso dizer que todas as pessoas que já conheci durante toda a minha vida, apenas seis pessoas realmente frequentavam a missa, comungava e seguiam todas as normas que eram necessárias para se dizer católico.
A maioria das pessoas dizem que acreditam em deus, mas não tem religião. Essa é para mim a pior e mais cômoda resposta, pois se acredita no deus católico e nem sequer lê os princípios que fundaram   ou que afirmam a existência desse deus, é porque não querem ser olhados como ETs descrentes.
Eu, filha de pai português, que tinha sido seminarista - coisa que só descobri depois que ele morreu - e mãe que foi semi-interna em colégio de freiras, fui batizada bem novinha e fiz minha primeira comunhão aos nove anos de idade.
Para a minha primeira comunhão foi programada uma festa, onde até os parentes que moravam em outro estado foram convidados, pois era um "acontecimento".
No dia anterior à cerimônia, uma tia de minha mãe, que por sinal era Madre Superiora de um tradicional colégio de freiras, resolveu me dar as últimas instruções sobre o que ia acontecer e me deu instruções claras para não morder a hóstia, pois era o corpo de Cristo e minha boca se encheria de sangue.
Adivinhem o que eu fiz?
Sabem o que aconteceu? Nada.
A coisa começou a ficar estranha ai, pois eu comecei a questionar absolutamente tudo.
Depois da primeira comunhão ainda ia para as missas aos domingos, mas comecei a ouvir as história da bíblia como fantasias tais quais contos de fadas ou mitologia grega ou mais uma grande mentira - tal qual a da hóstia.
Depois passeia a questionar a santidade dos padres, pois alguns escândalos envolvendo padres e, até mesmo na paróquia a que pertencíamos e a minha credibilidade foi se esvaindo e a minha fé se foi para sempre.
No começo, a minha falta de fé fez com que eu me sentisse muito desamparada, pois quando desejava muito algo rezava, pedia, esperava por bênçãos. Quando o que esperava, não era alcançado, me conformava com o "livre arbítrio" - de repente não me esforcei tanto assim e deus não ia desmerecer alguém que se esforçou mais só porque eu implorei, eu tive o "livre arbítrio" para escolher me esforçar mais e não fiz.
Depois eu pensei: Se eu tenho que me esforçar, lutar sozinha, correr atrás, eu quero um deus para que?
Abandonei as orações e, com o tempo fui excluindo frases que a gente fala quase naturalmente porque ouve desde criança, do tipo: graças a deus!
Quando os questionamentos começam não param mais. A história de Adão e Eva, por exemplo.
O homem foi feito do barro e a mulher de uma costela desse ser?
Com tanto barro não dava para fazer a mulher dele também?
Brincadeira, gente. Mas é que é um absurdo tão grande que não dá nem para imaginar a possibilidade de uma coisa dessas ser possível.
A Arca de Noé. Qual era o tamanho dessa coisa?
O Titanic afundou e matou um monte de gente e a arca de Noé salvou até as baratas?
Quando me casei, meu marido me fazia ir à missa com ele todos os domingos e aquilo me fazia muito mal porque igreja não é um lugar de debates e cada vez que o padre fazia o seu sermão eu sentia vontade de levantar a mão e fazer algumas perguntas embaraçosas, mas não podia. Mas também não ficava como uma vaquinha de presépio repetindo amém e graças a deus, ficava calada o tempo todo. Todo mundo reparava em mim.
Passei a sair durantes as missas para fumar do lado de fora, fumava muito e o tempo todo, depois parei de ir.
Quero realmente ir a esse debate porque quero fazer aquele monte de perguntas que não podia fazer na igreja. E não aceito a resposta do átomo.
É mais difícil ser ateu do que hipócrita, daqueles que falam que não tem religião, mas acreditam em deus, mas eu sou assim.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sombras




Eu me perdi em seu olhar...
Delirei e não ouvi sua voz;
Sem perceber inventei, criei, pirei...
Travesti a vida, criei ilusões...
E o que sobrou para mim?
Um vazio imenso que invade minh’alma!
As sombras se escondem numa presença que nunca existiu.
Um fantasma grita, esbraveja, mas não entendo.
Não entendo o que mudou?
Não entendo o que nos fez transparentes.
Eu vou ficar aqui e assistir a esse filme,
Verei tantas vezes que me tornarei visível,
Mas não espero te encontrar quando sair do transe.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Depois de 20 anos 2 é d+!



Dia 12 fui no show do Roupa na Fundição Progresso e foi d +!!!
Amei!!






Essa é a minha cara de felicidade!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Reavaliação da vida, se é que isso é possível





Ontem eu fui ao show do Roupa Nova no Aliados Campestre em Campo Grande.
Não foi o melhor show que eu fui na minha vida, mas a culpa não foi do Roupa Nova, foi minha.
Tem coisas que eu adoro na minha vida e uma delas é ouvir o Roupa Nova, mas todos em minha volta dizem que é tão brega, tão sem noção que eu acabei deixando me influenciar com isso e não aproveitei.
Estou me deixando envelhecer por não ter alternativa melhor a fazer...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Fada madrinha





Minha vida está uma bagunça - novidade...
Acho que eu ganhei em algum sorteio de fada madrinha ou coisa parecida - só espero não ter herdado uma porque alguém morreu, senão é brabo!
Eu fui sorteada com uma vaga no PSG SENAC e começo na segunda-feira.
Nem sei se devo ou não ficar feliz, mas pensar que fui escolhida entre umas 300 pessoas faz com que eu me sinta bem.
Como tudo está mesmo uma bagunça, esse blogger não poderia estar diferente.
De resto, tudo continua muito triste.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Um ano sem meu pai




No dia em que fui fazer a prova do Banco do Brasil, fez um ano que meu pai se foi...
Não sei se é egoísmo ou se prepotência, mas gosto de pensar que agora eu tenho um anjo cuidando de mim... 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Talvez amanhã





Talvez amanhã eu abra a janela,
Descubra vida lá fora,
Veja mais um ninho de passarinho, não sei.
Talvez amanhã eu resolva sair,
Se fizer sol, se o dia for claro...
Ah! Também tem que estar quente.
Talvez amanhã eu não ligue a TV,
Queira sair e conversar com alguém,
Alguém que não queira me usar o que eu digo.
Talvez amanhã eu me reconheça no espelho,
Talvez enlouqueça
E me esqueça de mim.




Imagem: Antonio Martins

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cidadã do mundo





Quando eu era criança, falava engraçado, pois tinha um sotaque indefinido.
"Ma quê?"
Minha mãe paulista, filha de imigrantes italianos com imigrantes portugueses - mouros - criada no centro de São Paulo, casada com imigrante português, nada tinham a influenciar!
Eu sempre tive o tipo explosivo do italiano, mas com a delicadeza e a baixa estatura do português, eu era, eu sou um ser indefinido.
Mas foi só quando uma amiga resolveu gravar um recado para mim numa comunidade do orkut é que eu fui reparar  em seu sotaque e fiz uma gravação para ela e reparei como o meu sotaque era estranho e diferente.
Nesse mundo virtual, costumamos usar letras e cores diferentes para escrever, mas perdemos o hábito de ouvir e falar com as pessoas.
De primeiro, para a gente conhecer pessoas tinha que sair de casa, falar com elas, trocar os números de telefones, mas hoje, sentamos horas na frente da tela do computador e falamos com um monte de gente que nem utiliza a sua imagem verdadeira.
Eu vou lançar um desafio e gostaria que vocês aceitassem:
- Queria que fossem no site:
 http://www.gengibre.com.br/logout , fizessem um cadastro rápido, gravassem algo e colocassem o link para a gente escutar.
Pode ser qualquer coisa, uma simples apresentação, como a gente faz por escrito no nosso perfil, por exemplo.
Bem, é isso.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Revanche - Lobão







Eu sei que já faz muito tempo que a gente volta aos princípios
Tentando acertar o passo usando mil artifícios
Mas sempre alguém tenta um salto, e a gente é que paga por isso, oh!
Fugimos prás grandes cidades, bichos do mato em busca do mito
De uma nova sociedade, escravos de um novo rito
Mas se tudo deu errado, quem é que vai pagar por isso?
Quem é que vai pagar por isso? Quem é que vai pagar por isso?
Quem é que vai pagar por isso?

Eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais revanche
Eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais ...

A favela é a nova senzala, correntes da velha tribo
E a sala é a nova cela, prisioneiros nas grades do vídeo
E se o sol ainda nasce quadrado, e a gente ainda paga por isso
E a gente ainda paga por isso, e a gente ainda paga por isso
E a gente ainda paga por isso

Eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais revanche
Eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais ...

O café, um cigarro, um trago, tudo isso não é vício
São companheiros da solidão, mas isso só foi no início
Hoje em dia somos todos escravos, e quem é que vai pagar por isso
Quem é que vai pagar por isso? Quem é que vai pagar por isso?
Quem é que vai pagar por isso?

Eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais revanche 















Para os mais novinhos e para para os que não conhecem a história, Lobão compôs essa música após ser preso por posse de uma grande quantidade de drogas. Aliás, compôs enquanto estava preso.
Contam as más línguas que o Lobão, embora preso, ficava circulando pela delegacia, pois era bom em consertar coisas, como gavetas quebradas, mas isso pode ser apenas história.
O clipe apresentado pelo Fantástico também fora gravado dentro da cadeia.
O Lobão sempre foi uma figura muito polêmica e que nunca teve medo de dizer o que pensava. Talvez, por isso, tenha incomodado muito gente e não tenha se tornado "o queridinho" da década de 80.
Mas, afinal, o que eu quero com tudo isso?
Bem, eu gostaria de tentar o que eu estou sentindo.




Eu sou fumante já faz muitos anos e acontece que meu marido parou de fumar e eu achei que poderia fazer o mesmo. Não posso, não nesse momento, não da mesma maneira que ele fez.
Nicotina é droga e causa dependência e eu não posso simplesmente parar e ficar sentada vendo um filme passar até que não sinta mais vontade de fumar. Tem gente que depende de mim, tem os cachorros que dependem de mim.
Bem tem um método usado pelas maioria dos terapeutas que tem por objetivo diminuir  até que fumar seja mais desagradável do que agradável.
Não pense que isso faz com que a pessoa não tenha nenhum efeito colateral, apenas tem menos drasticamente. 
Eu estou desempregada, sem disposição e chateada demais para fazer qualquer coisa!
Abandonar de vez o cigarro, nesse momento seria o mesmo que indução ao suicídio!
Eu estou reduzindo e sei que isso tem prazo para acabar totalmente, mas, por hora, quero desfrutar da minha "cortina de fumaça" mais um pouco, afinal, é "o meu companheiro da solidão".

terça-feira, 15 de março de 2011

Meu melhor poema



És minha melhor escultura,
Meu melhor poema,
Meu amor mais puro.
Vivo e respiro por ti desde que nascestes.
És a luz que ilumina meu dia
E a lanterna que me guia à noite.
Teu sorriso me faz caminhar mais um dia,
E seguir teu caminho.
Sem ti não estaria mais a caminhar,
Sem ti não teria mais forças.
Eu te dei a vida, 
Quando me devolvestes a minha.
Amo-te incondicionalmente, 
Amo-te mais do que a mim.
Desculpa-me por não ser o que esperavas,
Mas, nunca te perdoarei por não seres. 






Feliz Aniversário, meu filho!










Foto by Edmilson Borret

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Você sabe por que sente medo quando está sozinho?







Quando eu era criança, e quando eu falo criança, falo de 3 anos e isso é tempo demais, eu entrava em meu quarto para brincar e colocava as minhas cadeirinhas de fórmica uma do lado da outra e colocava meus bichinhos sentados nelas e deixava apenas uma vazia para meu amiguinho invisível.
Nada demais, pois toda criança tem um, mas o fato é que cada dia eu pegava mais cadeiras na cozinha para acomodar meus bichos de pelúcia e falava cada vez mais alto com meus amigos invisíveis que me deixavam irritada.
No começo minha mãe não achou estranho, apenas dizia que eu tinha muita imaginação, mas depois foi ficando preocupada, principalmente quando ia fazer parte da brincadeira e eu pedia para sentar em outro local porque estava esmagando determinada pessoa.
Meus amigos tinham nomes e diziam coisas que eu falava para minha mãe, o que a deixava cada vez mais preocupada e me levou a um psicólogo.
O psicólogo disse que eu estava muito sozinha e recomendou a matrícula em um colégio.
Realmente, matriculada em um jardim de infância, sobrou pouca energia para meu amiguinhos imaginários que passaram a me perseguir quando fazia compras no mercado com minha mãe ou quando provocaram um acidente no jardim com lacre e que eu tenho a cicatriz até hoje.
Parece que eles não ficaram muitos felizes pela falta de atenção, mas me lembro até hoje que o menino que foi responsabilizado pelo acidente, nada teve a ver com ele. Foram eles, "meus amigos invisíveis"!
Me lembro de ver a expressão de ódio no rosto do garoto, sua satisfação em me machucar e de como, embora sentisse dor, não consegui tirar a minha mão com o bastão da vela! - crianças brincavam com velas e lacres, quando eu era criança no jardim da infância, minha mãe tem os trabalhos para comprovar.
Depois disso, me lembro que o medo foi tão grande que nunca mais quis brincar com meus amigo invisíveis, pois eles podiam me machucar e ninguém acreditava em mim.
Quando meu irmão nasceu, era atormentado dia e noite por "eles". Minha mãe conta até hoje do dia em que eu o retirei, recém nascido do berço, mas não sabe por que, apenas disse a ela que estava chorando muito, embora ela não tenha escutado nada.
Na adolescência eu estava emocionalmente perturbada e, mais uma vez "eles" se fizeram fortes em mim.
Uso todas as minhas forças, diariamente, para ignorá-los, mas basta um cochilo e ouço chamar meu nome e meu coração dispara.
Nunca quis isso para mim! Não quero isso para mim, mas "eles" me perseguem e ficam mais fortes quando estou emocionalmente abalada!
Tenho visto sombras, tenho ouvido o meu nome, tenho tentado ignorar, mas a verdade é que preciso de ajuda!





terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Adrenalina vicia?




Eu estava assistindo um programa na televisão agora pouco que mostrava uma repórter fazendo um passeio que levava 40 minutos de caminha íngreme, depois uma descida em um paredão, fazendo rapel, depois entrava em uma toca, que eles apelidaram de "toca do tatu", que era extremamente estreita.
Isso tudo para ver uma linda paisagem.
Chegou, olhou e depois teve que fazer o mesmo caminho na volta e ficou toda suja.
Agora eu pergunto: - Isso é passeio?
Passear deveria ser algo prazeroso, mas ficar com dor nas pernas, braço arranhado e fedendo a suor, não causa prazer algum.
Eu vi nesse "passeio", pelo menos, vinte possibilidades de sofrer um acidente!
Morrer escalando uma montanha e a família não poder nem sequer enterrar o corpo não tem graça nenhuma!
Para que subir na montanha mais alta do mundo?
O cara sobe, vai ficando sem ar e, normalmente morre alguém!
A gente fica olhando aquelas vídeos onde o cara aparece tremendo, cheio de gelo, com falta de ar, quase não conseguindo falar e fica pensando no que é que leva uma pessoa a fazer uma coisa dessas.
Adrenalina? Nada, masoquismo mesmo!
Será que o salário é tão bom assim que a pessoa se esquece do instinto de sobrevivência?
Dias desses estava fazendo um passeio por uma praia, quando meu marido viu um caminho entre as pedras e o mar e foi na direção dela, achando que euzinha ia acompanhar. Ele foi andando na direção da pedra e eu fiquei olhando as ondas baterem e molharem ela todinha e fiquei aliviada quando vi que tinha um posto dos bombeiros para resgatá-lo.
Lógico que quando ele percebeu que eu não estava mais do lado dele, voltou e veio me perguntar por que não fui com ele.
Eu acho que mesmo depois de 20 anos ele ainda não me conhece direito, pois imaginar que eu ia me aventurar a cair e me ralar toda numa pedra toda molhada e cheia de nimbo é, no mínimo utopia.
E se depois de escorregar, me ralar eu ainda caísse no meio do mar, perto das pedras e batesse a cabeça?
No mínimo eu ia morrer!
Depois ele viu uma placa de trilha ecológica e achou que eu ia!
Entrar numa trilha, no meio do mato para ser picado por um monte de mosquitos só para chegar a um lugar qualquer que não vou achar nem lindo, nem maravilhoso porque estou cansada e picada de mosquitos por todos os lados, isso, certamente não é uma coisa que eu faria.
Eu não acho nem mesmo o meu quintal seguro!
Outro dia fui regar meus vasos e uma aranha me picou, agora imaginem quantas aranhas e insetos diferentes podem me picar no meio do mato!
Sem contar que eu sou uma pessoa que tem alergia a tudo!
Volta e meio tem gente perdida nesses passeios ecológicos e que muitas vezes só são encontradas por causa do celular.
Como o meu é pai de santo, só recebe, ficaria sequinha até alguém me achar.
Ora, bolas! Eu já moro no Rio de Janeiro. Viver no Rio já é uma aventura: A gente tem abaixar quando tem tiroteio, desviar de bala perdida e correr de assaltante, agora para me divertir vou me esforçar mais ainda.
"Ah! O que vale é a adrenalina!"
Adrenalina é quando tenho que ir da minha casa até a casa de minha mãe, pois pego um maldito de um ônibus que não passa, acontece, sigo pela a Avenida Brasil inteirinha com medo que algum maluco tente incendiar ou assaltar o ônibus, desço na Central do Brasil, fico assustada com cada pivete e mendigo que passa por mim, espero pelo menos 40 minutos para pegar o outro ônibus, depois fico olhando para todos os lados com medo que alguém resolva assaltar ou colocar fogo no ônibus por mais 1 hora!
Levando em consideração que vou sempre na casa de minha mãe, já tenho aventuras demais na minha vida.



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Saudades





Nessa segunda-feira passada meu pai completaria 74 anos.
Eu sinto muito a sua falta.







sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Liceu Nilo Peçanha



Toda essa conversa sobre amigos que encontrei e que me decepcionei, me trouxe de volta algumas lembranças que me fizeram sorrir por alguns instantes.
Uma dessas se lembranças passaram pelo velho pátio do suntuoso colégio Liceu Nilo Peçanha, situado na Avenida Ernani do Amaral Peixoto em Niterói.
Me lembrei do tempo em que a gente sentava no pátio para tocar violão nas aulas vagas, na hora do recreio (rs) e em qualquer hora que a gente pudesse se encontrar para cantar.
Dessa turma, não poderia esquecer jamais da minha amiga Andréa Paula (que vi no comecinho desse ano e que está me devendo uma visita), do "Led", do "Magal", do "Mineiro", do "Padre" e, com carinho especial, do "Dudu" e do "Serginho".
Não sei se gostaria de encontrar um dos dois ou os dois, mas, me lembrei de uma música de autoria de um deles, já não lembro qual, mas tentei me lembrar a letra completa, mas não consegui.
Se alguém se lembrar ou se um dos dois não tiver vergonha de seu passado...


O dia amanhece



“O dia amanhece no instante

Que nós dois,
Nós dois amantes,
Dividimos nosso amor
Num momento de calor.

E aquele mesmo,
Mesmo talo
Que faz parte de uma flor
Vai descendo pelo galho
O orvalho do amor

(?)”


sábado, 20 de novembro de 2010

Louro cinza claro




Ontem, quando finalmente saiu o sol, resolvi clarear o meu cabelo e me lembrei que tinha dois tubos de tinta louro cinza claro, esse ai da imagem.
Fui no meu armário de produtos para cabelo, isso mesmo, eu tenho um armário de produtos para cabelo, e peguei uma das caixinhas e fiquei sonhando que meu cabelo ia ficar igual ao da modelo.
Só em sonho mesmo, pois o meu cabelo ficou com tres tonalidades de ruivo diferentes e com o meu antigo reflexo em louro cinza claro.
Como já era tarde quando acabei, resolvi deixar a segunda caixa para ser usada no dia seguinte.
Está certo que a minha cor de cabelo jamais será perto da caixinha, mas ficou mais manchado do que já estava antes.
Ainda olhei para ver a cor estimada para a minha tonalidade e não cheguei nem perto!
Depois parei para me lembrar por que tinha duas caixas dessa tintura guardada e me lembrei que a minha última experiência com a cor tinha sido algo em torno de cinco tons de bege diferentes.
Está certo que não sou nenhuma tola e aprendi - no curso de cabelereiro que comecei e não terminei - que tintura não clareia tintura, mas a única tinta que nunca se sabe que cor vai ficar é o maldito louro cinza que, dez entre dez mulheres que querem ficar louras querem que o cabelo fique "louro cinza claro".
Certa vez, uma amiga de curso trouxe o seu filho de seis anos para cortar o cabelo e ele tinha a maldita da tonalidade natural!
Foi um tal da mulherada pedir para a professora dizer como conseguia aquele tom que não foi mole!
A resposta era sempre a mesma: descoloração!
Acho que a modelo da  caixa ou teve os cabelos descoloridos antes da tintura, o que não tem graça nenhuma, pois na hora que a gente sai do salão fica linda, mas depois que lava fica parecendo que tem uma vassoura no lugar do cabelo, ou teve o cabelo colorizado por computador.
Eu digo com todas as letras que jamais consegui o tom da caixinha, nem tomando muito sol no "quengo", após a colorização.
Falando em cabelos, a parte mais sensível da mulher é, sem dúvida o cabelo. Sem ele a mulher se sente praticamente nua.
Há mulheres que passam praticamente a vida toda sem mudar o corte ou a cor, mesmo que o melhor profissional lhe diga que não fica bem.
Eu faço mais o tipo camaleoa, estou sempre inovando e, para dizer a verdade, acho que no catálogo de tintas, acho que eu ainda não deixei uma só escapar. 
Até de azul já pintei o meu cabelo e, se a idade me fosse favorável, usaria os tons de rosa, verde e violeta que já estão à disposição em nível nacional.
Também gosto de mantê-los curtos, pois a quantidade de química que uso para mantê-los lisos e coloridos é bem menor e, se cairem, as pessoas também não vão estranhar muito.
Certa vez usei tanto descolorante para tentar tirar uma tintuta preta do meu cabelo que ele se desfazia ao tocar!
Foi quando apareceu uma festa para irmos e não tinha o que fazer com eles. Resolvi usar a máquina de corte no menor pente.
Quando as pessoas chegavam perto de mim e me perguntavam sobre o meu cabelo dizia que tinha sido a quimioterapia. Afinal, era mais fácil fazer as pessoas sentirem pena de mim e evitar perguntas do que tentar explicar como eu fiz aquela "eca" com ele.
Eu prometo que se tiver coragem de tirar uma foto dele como está, publico aqui vocês avaliarem.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Caixinha de leite





Mostrava umas fotos antigas em um grupo de amigos quando uma das meninas deu um grito:
- Qué, qué isso? Essa pessoa não existe mais!
- Tem certeza de que o seu pai é seu pai e sua mãe é sua mãe, né?
Eu não entendi o porquê da pergunta, mas respondi que sim.
Ela começou a “devorar” cada uma das fotos e a olhar para mim com um olhar cada vez mais assustado, quando resolveu continuar a bateria de perguntas:
- Tem certeza de que essas fotos são suas? Você não teve nenhum tipo de amnésia e disseram que as fotos são suas?
Eu não entendia muito bem o motivo de tantas perguntas e me senti meio que uma cobaia sendo analisada, mas respondi pacientemente todas as perguntas.
A conversa foi desviando para outros assuntos, afinal todas temos família, filhos e tal...
Adriana continuava segundo as minhas fotos como se segurasse um tesouro, apesar do assunto ter se desviado há muito tempo.
Lá pelas tantas e já cansada de tanto convívio social, já que sou quase uma eremita, resolvi pedir minhas fotos de volta, pois queria ir embora.
Quando eu achava que o assunto já estava totalmente esquecido, Adriana me mostra uma foto e faz o seguinte comentário:
- Ainda bem que você tem certeza que não é nenhuma “criança desaparecida”, pois se tivessem colocado essa foto numa caixinha de leite tinham perdido a caixinha. Ainda bem que não tem ninguém fazendo nenhuma projeção de como essa criança estaria anos depois, pois se alguém se baseia nela nunca encontraria ninguém.
Fui para minha casa, meio sem entender bem o que tinha acontecido até que resolvi eu mesma olhar as fotos e chegar à conclusão de que estava certa:
Eu mudei tanto ao longo dos anos que qualquer pessoa que tenha me conhecido nessa época jamais irá me encontrar.
Será que acontece o mesmo com as crianças da caixinha de leite? 

Lembranças vazias





Minha vida tornou-se um abismo
Meus dias se tornaram noites
E minhas noites insones.

Olhando-me no espelho
Percebo as trevas em minh’alma,
As marcas em meu corpo.

Quero me lembrar da canção da minha infância,
Do sorriso aberto,
Da liberdade de viver.



Foto da minha infância - Eu sou a criança que chora com a espada na mão.
Quando a única preocupação era que ia ficar com o brinquedo.

"Coisas de Laurinha"





Minha mãe esteve em minha casa e fomos a um atacado comprar enfeites de Natal.
Chegando na loja, que era variada, ela encontrou um brinquedinho que era um pequeno golfinho que acendia uma lâmpada e mudava várias vezes de cor.
Ela comprou na hora!
Levando em consideração que meu irmão mais novo tem 31 anos e que minha mãe não tem contato com nenhuma criança pequena o bastante para se encantar com o brinquedo, eu me pergunto:
Comprou por que?
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